Espero por ti já à algum - muito - tempo, tu o rapaz puro, que gosta de tudo ao natural, sem máscaras. Mas onde estás? Será que és aquele por quem, todas as noites, anseio um "olá", serás tu o tal e eu ceguei de tal maneira que não o vejo? Pois bem, não sei. Continuo na ignorância, sem saber quem és tu, sem saber o teu nome certo. Não quero mais enganos, pois deles estou eu farta. Receio não te encontrar entre todos aqueles errados que existem, alguns com que já me cruzei. No entanto, e acima de tudo, há que manter a esperança, deixá-la vier durante muito e muito tempo, tanto quanto o que eu cá estiver, pois tal como se costuma dizer "a esperança é a última a morrer". Portanto, esta morrerá comigo!
Poderia tentar idealizar-te comigo, na minha mente, mas prefiro não fazê-lo. É verdade que basta um toque teu, e o meu corpo fica naturalmente quente por dentro, não é necessário mais nada, apenas um toque teu. O teu olhar faz-me tremer da cabeça aos pés, mete-me envergonhada sem saber bem o que fazer ou dizer, por isso prefiro não fazer nada. Ficar quieta no meu canto, com dúvidas mas feliz. tenho medo da rejeição, que não venhas mais ao meu encontro como fazes habitualmente. Eu espero sempre por ti, por isso é que me encontras tantas vezes. Mesmo sem saberes, seja noite ou dia, eu estou aqui aguardando que, um dia, venhas abraçar-me e me digas: "Gosto de ti por seres diferente, gosto de ti por seres tu".

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